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BRASIL

Por Michael Dickson*

 

Querido mundo,

Nesta semana, algo maravilhoso acontecerá no Oriente Médio. Tenha isso em mente pois sua mídia local pode não mostrar desta forma.

Milhões de cidadãos, homens e mulheres, sem distinção de gênero, etnia, raça ou religião, irão às urnas. Eleições completamente livres e democráticas acontecerão numa sociedade democrática sob o escrutínio de uma mídia independente, aberta e livre. Escolhas livres serão feitas, as vozes dos cidadãos serão ouvidas e o governo mudará como resultado.

 

A surpresa é que isso não será visto como algo maravilhoso porque essas eleições acontecerão aqui em Israel, do mesmo jeito que acontecem desde o restabelecimento do Estado Judeu, 70 anos atrás.  

Encontre Israel no mapa, tire o zoom e você verá o quanto isso é especial e único. Apesar das movimentações da Primavera Árabe, Israel ainda se distingue de seus vizinhos: continua sendo a única verdadeira e forte democracia no Oriente Médio. 

Ao norte de Israel, o governo do Líbano é comprometido com o Hezbollah, organização terrorista que faz parte do poder. A Síria continua com a trágica matança de milhares de pessoas de seu próprio povo. O Irã, desde a  Revolução Islâmica, que acaba de completar 40 anos, é palco de eleições fraudulentas vez após vez. Ao longo da fronteira, apesar dos contratempos, a ameaça do ISIS ainda está em pauta e seu legado de perseguir Yezidis e escravizar milhares continua ressoando.

Ao leste de Israel, o reino da Jordânia, que tem eleições apenas parcialmente livres, está sentindo o fervor das revoluções árabes que balançaram o mundo islâmico; ao sul, um Egito antidemocrático, onde os cristãos temem por suas vidas e as críticas são sufocadas. 

 

Enquanto isso, considere o presidente da Autoridade Palestina, Abbas, cujo mandato eleito de quatro anos terminou há mais de uma década - sem nenhuma eleição à vista. E em Gaza, apesar dos protestos da população palestina contra o seu governo ditatorial, os moradores continuam a viver sob a bota do Hamas, esmagando sua dissidência.

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Agora, volte com o zoom para Israel, o único país judeu do mundo, onde os cidadãos têm a chance de escolher quem os governará. E que escolha! Trinta e nove partidos disputarão os votos em cerca de 10.000 urnas. Os israelenses decidirão qual liderança é melhor para o seu país em eleições livres e justas, além disso um Knesset (Parlamento) representativo e proporcional será formado. Na cédula, um mar de questões - guerra e paz, saúde, educação, questões socioeconômicas, o custo de vida, transporte, alianças estrangeiras, a legalização da maconha e muito mais.

Para o crédito de Israel, o país não se compara aos países vizinhos da região, mas às democracias liberais que têm um par de cem anos de experiência democrática. A extraordinária conquista do moderno Israel é que desde seu renascimento em 1948, e absorvendo, como o fez, pessoas de um caleidoscópio de países e sistemas políticos, tem sido um farol de democracia em um mar de ditaduras.

"Isso é Israel, onde o debate é vibrante e estridente, onde as liberdades são protegidas e onde - apesar das constantes e perigosas ameaças em suas fronteiras - a democracia é real e palpável."

 

Winston Churchill refletiu em 1947 que “a democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras formas que foram tentadas de tempos em tempos.” E o ex-dissidente soviético Natan Sharansky nos lembrou mais recentemente que a democracia não é apenas sobre votar, mas sobre ser possível que “alguém dentro dessa sociedade caminhe até a praça da cidade e diga o que quiser, sem medo de ser punido por seus pontos de vista”.

 

Isso é Israel, onde o debate é vibrante e estridente, onde as liberdades são protegidas e onde - apesar das constantes e perigosas ameaças em suas fronteiras - a democracia é real e palpável. 

 

A política israelense é complexa, barulhenta e confusa. As apostas são altas - talvez até maiores para um país em uma região onde a democracia é a exceção e não a regra.

 

Israel luta por uma sociedade justa, ansiamos pela paz com nossos vizinhos, queremos a melhor educação que possamos oferecer aos nossos filhos. Como todos os países, nós tentamos o nosso melhor e, inevitavelmente, falhamos às vezes. 

 

Fiel à forma, os inimigos de Israel já estão preparando suas frases de como o resultado da eleição, ainda a ser decidido, será problemático. Eles estão aumentando as críticas dos próprios israelenses sem perceber que somente nesta pequeno pedaço de terra no Oriente Médio você pode se enfurecer contra o seu governo, seja na praça da cidade, em jornais ou na internet. Não haverá fotos em jornais de israelenses celebrando alegremente seu direito de voto. Aqui em Israel, nós tomamos isso como garantido. 

 

Querido Mundo, uma coisa incrível está acontecendo em Israel nesta semana. Como em todos as eleições, você pode gostar ou não gostar dos resultados. Mas Israel é um excelente exemplo de uma democracia autogovernada: você deve celebrá-la ou, no mínimo, respeitá-la.


 

Michael Dickson é diretor executivo da StandWithUs Israel.


 

Publicado originalmente no Times of Israel (https://blogs.timesofisrael.com/israels-democracy-deserves-your-respect/)

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