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BRASIL

Por Edson Sayeg*

Desde o início de suas atividades, em janeiro de 2018, a StandWithUs Brasil tem realizado palestras, debates e rodas de conversa junto à comunidade judaica e à comunidade maior, inclusive escolas públicas e privadas, a respeito de Israel e do conflito árabe-israelense. Nas escolas públicas, as palestras são destinadas especialmente aos professores durante as atividades pedagógicas coletivas.

Mais recentemente, acrescentamos uma nova palestra às escolas públicas, cujo tema é a ideologia e as políticas nazistas. Participam dessa palestra alunos do 9° ano do Ensino Fundamental e da 3 do Ensino Médio, visto que o conteúdo faz nexos com o currículo escolar.

Em cada escola realizamos uma única aula com duração de uma hora e meia, a qual pode estar inserida num programa mais abrangente de estudos. Exemplificando: em uma das escolas, localizada em Jundiaí, o professor de História apresentou previamente o filme “A Onda” como um meio de introduzir o tema e, após a palestra, deu continuidade aos estudos. Em outra escola, na capital de São Paulo, a nossa apresentação foi antecedida por uma reunião com a professora de História a fim de que ela pudesse preparar sua classe com alguns conhecimentos prévios.

Esses cuidados, quando existentes, potencializam não somente o aproveitamento de nossas aulas como ampliam as possibilidades de aprendizagem por meio do aprofundamento. Entretanto, além do interesse acadêmico, há outro fator merecedor de destaque e sobre o qual irei discorrer brevemente.

O nosso público-alvo são adolescentes. O período da adolescência, de acordo com uma visão do desenvolvimento humano, é quando se dá a consolidação da identidade. O jovem responde à pergunta “quem sou eu?”, marcando a passagem para a vida adulta, e o faz a partir de um patamar intelectual mais alto. É próprio desse período os questionamentos (fatos, ideias, regras), de modo que, nesse processo, o jovem possa discernir e assumir valores que irão defini-lo como pessoa. 

Assim, ao abordarmos a visão de mundo nazista e seus trágicos desdobramentos, é desejável que os alunos se posicionem face ao que é apresentado. Em tom de provocação, eles são estimulados a pensar sobre questões cruciais: a ideia de hierarquia racial faz nexo com os dados de realidade? As supostas raças inferiores são realmente incapazes de produzir ciência? A arte que elas produzem é degenerada? É legítimo matar incapacitados físicos e deficientes intelectuais em razão do aperfeiçoamento da espécie?

Durante a interação, conceitos como eugenia, antissemitismo, gueto e outros são introduzidos não somente para dar inteligibilidade à contextualização histórica e às praticas nazistas, mas também porque o conteúdo confere consistência aos posicionamentos, procurando-se assim propiciar argumentações mais fundamentadas.

Seguimos com as políticas nazistas (Leis de Nuremberg, emigração forçada, gueto, campos de concentração e de extermínio) e a caracterização de Estados totalitários, para concluirmos com apresentação de fotos do Gueto de Varsóvia e do campo de extermínio de Auschiwitz, quando então os relatos parecem ganhar concretude, não raramente gerando comoção.

 

A questão final é a seguinte: “Afinal, o que eu tenho a ver com isso?” Nesse ponto, é projetado o rosto de um juiz de futebol, negro, onde se lê o que certa vez lhe fora dito: “Negro morto é adubo”. 

Terminada a aula, geralmente alguns alunos vêm a mim para dirimir dúvidas ou perguntar aspectos mais específicos. Ressalto uma aluna que teria ouvido dos seus pais que os judeus eram ricos e, como não queriam dar dinheiro para ninguém, acabaram mortos.

 A partir do depoimento dessa aluna, consideramos oportuno apresentar os judeus em geral, e israelenses em particular, como pessoas comuns, que, como quaisquer outras, trabalham para ganhar a vida, têm suas crenças, suas aspirações, contradições, diferenças e necessidades. No que diz respeito a Israel, pretendemos mostrar as diferentes etnias que compõem a sociedade, apresentar dados sobre a mulher israelense, sobre a educação, a cultura e o meio ambiente, bem como ressaltar as conquistas e os desafios que se impõem a Israel. Esperamos, assim, favorecer uma imagem mais humanizada, em oposição à mitificada, das populações judia e israelense.    

 

  *Edson Sayeg é coordenador de escolas da StandWithUs Brasil de atividades escolares da StandWithUs Brasil.

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